É proibido usar Roundup? Descubra a verdade sobre o herbicida mais polêmico do mundo

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O Roundup é um dos herbicidas mais conhecidos do mercado agrícola, utilizado principalmente para o controle de plantas daninhas em diversas culturas. A grande dúvida de muitos produtores e consumidores é: “É proibido usar Roundup?”. Essa questão surge porque o produto, cuja fórmula tem como princípio ativo o glifosato, está envolvido em debates sobre segurança ambiental e riscos à saúde humana. Entender a legislação, as restrições e os impactos do Roundup é essencial para agricultores, profissionais do setor agro e também para consumidores que se preocupam com a origem dos alimentos.

De forma direta e objetiva: o uso do Roundup não está proibido no Brasil, mas existem regras específicas que regulam sua aplicação. Em outros países, como na União Europeia e em determinadas regiões dos Estados Unidos, o herbicida enfrenta restrições mais rígidas ou até proibições parciais. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) mantêm a liberação do produto, desde que seja utilizado conforme as orientações técnicas, limites de dosagem e normas de segurança estabelecidas.


A história do Roundup e sua popularidade no campo

Lançado pela Monsanto na década de 1970 e, hoje, pertencente à Bayer, o Roundup revolucionou a agricultura mundial. Seu princípio ativo, o glifosato, é um herbicida sistêmico, ou seja, penetra na planta e atua até a raiz, garantindo maior eficácia no combate a ervas invasoras. Rapidamente, ele se tornou um dos defensivos agrícolas mais utilizados no planeta, sobretudo após o desenvolvimento de sementes transgênicas resistentes ao glifosato.

No Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, o Roundup conquistou espaço principalmente nas lavouras de soja, milho, algodão e cana-de-açúcar. Sua popularidade está diretamente ligada à praticidade, ao custo relativamente acessível e à alta eficiência no controle de plantas indesejadas. Porém, sua ampla utilização também trouxe questionamentos sobre impactos ambientais e possíveis riscos à saúde.


Roundup é proibido no Brasil?

No Brasil, o uso do Roundup não é proibido. A ANVISA realizou, em 2019, uma reavaliação completa do glifosato e concluiu que o produto não oferece risco cancerígeno aos humanos quando utilizado de forma correta, seguindo as normas de segurança.

Contudo, o herbicida não pode ser aplicado de maneira indiscriminada. Existem limites de tolerância de resíduos em alimentos e regras rígidas quanto ao manuseio. Agricultores devem usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), respeitar o tempo de carência antes da colheita e seguir as dosagens recomendadas.


Roundup é proibido em outros países?

Enquanto o Brasil mantém a liberação, alguns países seguem uma linha mais restritiva:

  • União Europeia: já discutiu diversas vezes a proibição total do glifosato. Em 2017, a autorização foi renovada por apenas 5 anos, e em 2023 novas discussões surgiram para avaliar sua continuidade.
  • França e Alemanha: anunciaram planos de banimento progressivo do produto, com alternativas sustentáveis para substituição.
  • Estados Unidos: não há proibição em nível nacional, mas alguns estados e condados impuseram restrições severas, especialmente em áreas urbanas.
  • Canadá: mantém a liberação, mas com regulamentações rígidas de uso.

Esse cenário mostra como o herbicida está no centro de uma polêmica global: para uns, é ferramenta indispensável para a produtividade; para outros, é um risco desnecessário.


Impactos ambientais do Roundup

Mesmo liberado no Brasil, é importante destacar que o uso excessivo do glifosato gera preocupações ambientais. Entre os principais impactos estão:

  1. Redução da biodiversidade – O uso contínuo pode afetar a vegetação nativa e prejudicar insetos polinizadores, como as abelhas.
  2. Resistência das ervas daninhas – Assim como antibióticos em humanos, o uso repetitivo do herbicida leva ao surgimento de plantas cada vez mais resistentes, exigindo doses maiores ou misturas com outros produtos.
  3. Contaminação do solo e da água – Em áreas de uso intensivo, resíduos podem atingir lençóis freáticos e cursos d’água, prejudicando organismos aquáticos.

Riscos para a saúde humana: mito ou realidade?

O maior debate em torno do Roundup é sua relação com doenças, principalmente o câncer. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), classificou o glifosato como “provavelmente cancerígeno” em 2015.

No entanto, outras instituições científicas, incluindo a EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar) e a ANVISA, afirmam que não há evidências suficientes para confirmar essa associação quando o produto é utilizado dentro dos padrões estabelecidos.

Ou seja, o risco existe principalmente em casos de exposição prolongada e incorreta, como manuseio sem proteção ou uso abusivo acima do recomendado.


Por que ainda se usa tanto o Roundup?

Apesar das controvérsias, o Roundup continua sendo uma das principais ferramentas do agronegócio por três motivos:

  1. Alta eficiência – Controla uma ampla gama de plantas daninhas em pouco tempo.
  2. Redução de custos – Evita operações mecânicas de capina, que demandariam mais tempo e mão de obra.
  3. Compatibilidade com culturas transgênicas – Muitas sementes foram desenvolvidas para resistir ao glifosato, o que facilita a aplicação direta na lavoura sem prejudicar a planta cultivada.

Alternativas ao Roundup

Com o aumento das discussões sobre sustentabilidade, muitos agricultores e consumidores buscam alternativas ao glifosato. Algumas opções incluem:

  • Herbicidas biológicos à base de ácidos orgânicos ou extratos naturais.
  • Rotação de culturas para quebrar o ciclo das plantas invasoras.
  • Cobertura vegetal (plantio direto) que diminui a incidência de ervas daninhas.
  • Controle mecânico em áreas menores, utilizando capina manual ou máquinas específicas.

Essas alternativas, embora eficazes em alguns cenários, ainda não atingiram a mesma praticidade e baixo custo do Roundup, o que mantém sua hegemonia no campo.


O futuro do Roundup: o que esperar?

O destino do Roundup depende diretamente da pressão social, das pesquisas científicas e das decisões políticas. Enquanto consumidores exigem alimentos mais saudáveis e ambientalmente sustentáveis, agricultores buscam produtividade e viabilidade econômica.

O desafio será encontrar um equilíbrio: reduzir os impactos negativos sem comprometer a produção agrícola. Tecnologias como herbicidas biológicos, agricultura de precisão e manejo integrado de pragas podem ser o caminho para reduzir a dependência do glifosato no futuro.


Conclusão: afinal, é proibido usar Roundup?

Não, o uso do Roundup não é proibido no Brasil, mas seu manuseio é regulado e exige responsabilidade. O produto segue liberado, desde que seja aplicado de acordo com as normas da ANVISA e do MAPA, com uso correto de EPIs e respeito aos limites de resíduos nos alimentos.

Entretanto, é fundamental que agricultores e consumidores estejam atentos às discussões globais, pois a tendência mundial aponta para uma agricultura cada vez mais sustentável e menos dependente de defensivos químicos. O Roundup ainda é uma ferramenta presente e eficiente, mas sua utilização consciente e responsável é a chave para equilibrar produtividade, saúde e meio ambiente.

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